segunda-feira, 13 de julho de 2009

Apertamentos

Estou em busca de apartamentos, e sempre soube que essa procura é difícil, mas o que mais me espanta é entrar em imóveis em zonas bacanas da cidade e que sao verdadeiros cubículos e com o preço do aluguel altíssimo. É a lei da oferta e da procura, e cada vez mais tem gente buscando a zona sul com medo da violência que assombra mais a zona norte... foi-se o tempo em que vivia-se bem na Tijuca, Grajaú e Vila Isabel.

Quando leio os anúncios todos parecem ótimas oportunidades, mas já nao me fio mais... todos descrevem os apertamentos como lindos, espaçosos... fui ver um que era um conjugado no Leblon, e quando eu estava subindo as escadas com o dono do imóvel ele já foi fazendo a propaganda: "na cozinha cabe fogao e geladeira" e eu pensando com os meus botoes, mas é claro, isso é o básico, mas quando cheguei na bendita moradia pude entender que sim, cabia uma chapa para aquecer qualquer coisa, uma geladeira que a porta abriria para a sala e uma máquina de lavar em tamanho miniatura dessas de quando a gente brincava de Barbie! Agradeci pela visita e saí correndo.

Hoje a saga continuou e vi outras aberraçoes: um quarto e sala em Copacabana que a geladeira ficava na sala e a corretora ainda me disse que é muito melhor, mais prático, no caminho do quarto (socorro! ainda tenho que ouvir isso!), e outro em Ipanema que a cozinha praticamente inexistia e, para completar, o prédio era residencial e comercial, ou seja, o vizinho era um dentista e o corredor cheirava a flúor!.. mas a busca só está começando!

Dois quartos razoáveis, com uma janela com vista, uma cozinha que você possa abrir os braços e um banheiro onde você possa dançar está praticamente impossível de encontrar pelos módicos R$1.500,00 que eu posso pagar. E mesmo assim, mesmo com um pouco mais de grana, sei que a busca também seria difícil, mas eu nao desisto, vi poucos ainda!

Esse post é só pra registrar a minha indignaçao com gente que mora em lugares sem o menor cuidado, sujo, velho, podre, mofado, com infiltraçoes... e também para reclamar com os próprios empreiteiros, que estao erguendo prédios nos quais, civilizadamente, poderiam morar seis famílias, mas, para o lucro ser maior e valer a pena o custo do empreendimento, planejam abrigar o dobro do que o ideal confortável... tem quem queira... e vende rapidinho... mas alô, alô, mínimo de bom senso! Seres humanos merecem moradias saudáveis, afinal de contas, a casa é o nosso abrigo, nosso refúgio, e precisa ser acolhedor! bom, pelo menos para mim... acho que deve ter quem prefira comer pizza na rua para nao precisar sujar a cozinha... e aqueles que só chegam em casa para dormir, e tanto faz se na sala nao cabe um sofá ou uma mesa de jantar... triste, muito triste, mas gosto nao se discute. Cada um no seu quadrado, ou melhor, cada um no seu cubículo. Inté!

Acima uma foto de uma boat house em Amsterdan... ai, ai... sem comentários...

domingo, 12 de julho de 2009

Poesia visual

Deixo um post para o fim de semana, lindo, de Brakhage. O cara trabalha o filme sem pós-produçao. Tem muita coisa boa dele na net, vale a pena conferir o trabalho para abrir a mente. Com vocês um dos mais delicados que adoro ver e rever: Dog Star Man. Sao superposiçoes de imagens e tem muito estudioso no assunto tentando desvendar quantas imagens estao em cima das outras.

sábado, 11 de julho de 2009

Nas nuvens


Lembro como se fosse hoje:

- Vó, o que você quer que eu traga para você de presente?
- Ah, minha filha, traga um pouquinho de nuvem!

Este diálogo sempre vem à minha mente quando vou viajar de aviao. Aos seis anos de idade, em minha primeira experiencia a bordo de um Boeing, fui a Disneyworld e achei que seria fácil voltar para casa com um pedaçinho do céu de lembrança. Nao preciso nem dizer o tamanho da minha frustaçao quando entrei no aviao e percebi que as janelas nao abriam! Ai, como eu era tolinha… (também ainda acreditava em Papai Noel). Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, fiquei arrasada! Como eu poderia voltar para casa e nao levar o que a minha avó tinha pedido? Milhares de desculpas passaram pela minha cabeça, nao sabia o que inventar… relaxei, me diverti horrores com Michey, Pateta e cia e, ao voltar, o pânico! O que dizer? Nada como uma mae criativa para me ajudar:

- Diga para ela que evaporou.

Ufa, resolvido o problema. Voltei cheia de histórias, fotos e com a resposta na ponta de língua! Vovó nem ficou brava!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ora, pombas!

Tenho pânico, pavor, fobia de… pombos! Essas criaturas nojentas que para mim sao ratos com asas parecem que estao se proliferando mais rápido que coelhos e baratas juntos! A cada andança na rua eu constato seu crescimento em ordem progressiva, e tais seres parecem que estao cada dia mais civilizados. Eles já nao se molestam tanto com a presença humana, com os passos rápidos dos pedestres, e estao cada vez mais agressivos. Lembro que quando eu era criança eu já era avessa a tal bicho com asas, e meu desagrado foi crescendo com o tempo, e a fobia chegou ao ápice quando, com 15 anos, meus queridos amigos do intercâmbio me colocaram, à força, em pleno centro da Piaza de San Marco, em Veneza. Chique nao? Nao, mil vezes nao, foi nojento! Pronto, a partir desde fatídico dia meu desespero piorou, claro, ao ponto de eu ter que atravessar a rua se visse um bando de criaturas reunidas atrás de comida em certo local. Com o tempo, consegui controlar o drama, mas como esses seres “voantes” estao cada vez mais abusados ultimamente tenho levado muitos sustos com voos rasantes em plena cidade. Se você está caminhando eles nao se afastam mais, e sim nós é que temos que mudar nosso rumo. Andando de bicicleta entao, parece que estou em um videogame tamanho a quantidade de vezes que tenho que desviar dos animais! Me dá uma vontade louca de atropelá-los (porque é muito fácil. Já reparou no asfalto e viu quantos bichos dessa espécie estao lá estatelados no piche? Repare só, e a cada dia mais! Socorro!) mas se eu acertar algum deles acredito que vou me sujar toda. Eca, nao posso nem imaginar a cena!

Lembro de um outro episódio que marcou minha vida, para pior. Foi há uns cinco anos atrás, eu morava no 16º andar, e um belo dia acordo com um grunido de um pombo que resolveu pousar na caixa do ar-condicionado do meu quarto! Terror e pânico. Assustada, nao pensei duas vezes e peguei a primeira coisa que encontrei perto de mim, um chinelo que estava debaixo da cama, e ploft! lançei ao aparelho e a dita cuja fugiu. Alguns minutos mais tarde, de novo o barullo. Gritei como uma criançinha chamando o papai e em alguns dias resolvemos o problema fechando o vao onde a bichinha cismou de fazer um ninho ou sei lá porque resolveu se instalar aí. Nao preciso nem dizer que até isso ser resolvido fiquei paranóica achando que piolhos de pombos ou outros tipos de doença pudessem entrar pelo ar e eu ficar doente! Nada aconteceu, graças a Deus, e aqui sigo com muita saúde, mas confesso que sempre tive medo de pegar alguna alergia, doença de pele ou coisa parecida.

Bom, toda esta história só para dizer que, além de transmitir doenças e emporcalhar a cidade, as areias das praias (sim, estou desempregada e vou à praia em pleno inverno pois a temperatura no Rio de Janeiro está uma delícia) estao cada vez mais poluídas com as fezes que esses bichos deixam na areia. Nao adianta nada multar e proibir que donos de cachorros nao possam levar à praia seus animais se os pombos dominam a cena e sujam muito mais. Pressuponho que um cachorro seja mais limpo que um pombo, pois, afinal de contas, é cuidado pelo dono, toma banho e, caso defeque na praia, é possível catar a “caca” no instante. Já os pombos, impossível. Ficam ali o dia todo bicando atrás de comida… Há alguns dias venho com medo de ficar com os pés para fora da canga. Quando me estico meus dedinhos começam a coçar, e estou pensando em comprar aquelas cangas gigantes só para nao precisar mais ter contato com a areia 100% do tempo que estiver ali estirada ao sol. O que fazer para controlá-los? Restos de migalhas sempre existirao espalhados, mas é claro que se a populaçao fosse um pouquinho mais educada nao deixaria, literalmente, pedaços de comida jogados pela rua. Final de praia é uma nojeira só. Muitos sacos de biscoitos Globo, papel de sorvete, copos de mate, sabugos de milho, ou seja, um banquete para os pombos! Alô, alô, galera, vá à praia mas recolha o seu lixo!

Ah, e para completar, acho que uma campanha para impedir que tiozinhos joguem milho para os pássaros nas praças cairia bem… mas aí é claro que ia surgir algum membro da sociedade protetora dos animais ou coisa do tipo que ia sair em defesa...

Para mim a soluçao é chumbinho neles! Comida farta nas praças só contribui para reuni-los em maior bando, sujar mais a cidade e ainda ajudar ao seu desenvolvimento e consequentemente sua reproduçao! Sou totalmente a favor de qualquer tipo de droga que faça com que esses bichos peçonhentos fiquem estéreis. Além de todos os tipos de doenças e alergias que eles podem transmitir, emporcalham monumentos e fachadas, e a soluçao encontrada por alguns estabelecimentos é colocar telas e até mesmo espetos para que pombos “sujismundos” nao pousem mais em seus telhados. Na Europa essa tática é comumente usada. Basta reparar para ver que a Notre Dame mesmo tem lá uma tela que evita que pombos façam ninhos em suas reentrancias… é o homem se adaptando ao meio…

Bom, termino este post de indignaçao com uma foto que simboliza muito bem o mal que esse bicho traz para a sociedade. Foi tirada no Parc de la Ciutadella, em Barcelona. Reparem na cabeça da estátua (que agora nao tenho a menor idéia de quem seja, algum tipo importante), com um animal pousado, e fezes escorrendo pelo rosto de tal personalidade. Niguém merece ser homenageado, ganhar uma estátua em praça pública mas ser, literalmente, “cagado” na cabeça para a porteridade!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Bazar de roupas

Com certeza, se você é mulher, principalmente, já parou e abriu as portas do seu armário e viu que existem várias roupas que você acha bacana mas nao as usa há séculos! Comigo aconteceu isso recentemente. Tenho muitas peças que adoro, mas simplesmente nao combinam mais com o meu estado de ânimo, minha idade avançada, meu estilo casual e alternativo, além daquelas que realmente nao entram mais pois cresci - alguns míseros milímetros para cima e muitos outros centímetros para os lados...

Bom, foi fazendo essa arrumaçao que tirei muitas vestimentas do cabide. Apaguei da minha cabeça aquela ideia que temos que um dia iremos usar tal roupa para determinada data e acaba que a dita cuja faz aniversário dentro do armário, fica lá entregue ao mofo, com as dobras marcadas de tanto tempo que já está dobrada, e nunca nem sequer a experimentamos e a levamos para dar um passeio no bairro... pobre...

Com a volta da minha irma esse sentimento de limpeza me atraiu e eu e ela conseguimos encher umas quatro sacolas lotadas de calças, vestidos, blusas, cintos e sapatos. Olhamos algumas peças e pensamos que muitas delas podem ser boas para tal pessoa, que combina com o gosto de fulana, que cairia melhor em beltrana. Entao, nos surgiu a vontade de fazer um troca-troca entre amigas.

Fiquei empolgada com a ideia e mandei email para as minhas amigas para saber se elas também tinham vontade de livrarem-se de algumas roupas, e agora falta combinar o dia para nos reunirmos e começar o bazar. Ainda nao sabemos as "regras", se cobraremos um valor simbólico por cada peça ou se vale mesmo trocar unidade por unidade, mas acredito que esse pode ser um jeito bacana de irmos às compras sem gastar, renovar o guarda-roupa e ter o sentimento de roupa nova para estrear!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Barcelona - um roteiro


Esse roteiro é para quem tem apenas três dias de turismo em uma das mais vibrantes cidades do mundo. Minha Barcelona querida, minha segunda casa. Ao fazer esse roteiro eu apertei algunas coisas para dar tempo de visitar tudo que eu considero mais importante na cidade. Claro que o ideal é ter quase uma semana, ou melhor, um ano, para conhecer cada detalhe, cada catalao, cada costume desse lugar que me proporcionou alegrias diversas. Mas seguem abaixo dicas de o que vistar depois de determinado lugar, seguindo uma lógica espacial. Bon profit!

1º DIA – CENTRO CIDADE ANTIGA

Sugiro começar o tour em Barcelona pelo coraçao da cidade e sua parte antiga. A Plaza Catalunya é a praça central de Barcelona, onde tudo acontece, e ponto de partida e referência para qualquer passeio. Lá tem um Corte Inglés gigante. É uma mega loja de departamento espanhola tipo uma Mesbla. Tem de tudo! Supermercado com gulodices ótimas, milhares de andares para roupas de homem, mulher, criança, andar de informática, cd, dvd, além de farmácia. É também uma multimarca de roupas... eu nao curtia muito essa parte nao, mas às vezes quebrava um galho, mas acho que todo turista tem que dar uma espiadinha. Nesta praça tem uma Fnac maravillosa - eu amava ir lá cheirar os livros, conferir os lançamentos e ver as novas tecnologias, videogames... No térreo da Fnac tem uma loja de cosméticos ótima, a Sephora. Tem perfumes, escovas, cremes, rímel, batom, tesourinhas, alicate, enfim, tudo do mundo da beleza…

Se descer a Plaza Catalunya em direçao ao mar você vai chegar às Ramblas. É nela que ficam os famosos artistas de rua. Barcelona é inclinada. Se estiver perdido, seus pontos de referência sao sempre as ruas, que têm uma leve inclinaçao. Parte baixa é o mar, e se a rua estiver subindo, montanha! Outros pontos de referência que dao para ver da maioria dos pontos da cidade sao a igreja Sagrada Familia, de Antonio Gaudí, e as torres Mafre, que ficam na beira da praia, além da Torre Agbar, famoso Pepinao, que à noite fica acesso e fica bacana…. Mas nao vale uma visita de perto nao… o bairro onde ele fica nao tem nada para oferecer, é feio, longinho, e a torre em si é só um prédio comercial.. mas à noite procure para dar uma olhada de longe…

Voltando às Ramblas, cuidado com a bolsa pois tem muitos oportunistas de plantao que aproveitam que você está tirando fotos e atacam sua bolsa sem você notar. Desça a Rambla e chegue na altura da rua Portaferrissa, do seu lado esquerdo. No lado direito você vai ver a Boqueria, um mercado que vende peixes, frutas e verduras. Vale a pena entrar para ver como é a vida do compra e venda da cidade, apesar de tudo ser um pouco caro pois é bem no meio da cidade e um ponto já turístico. Depois de um suco na Boqueria entre na Portaferissa ou qualquer outra paralela à ela, caminhe por entre as ruazinhas e você vai dar na Catedral da cidade. Vale a pena entrar. De lá siga para a Plaza del Ayuntamento (prefeitura), fica atrás da igreja. Perca-se com a maior tranquilidade por este bairro gótico. Depois de visitar lojinhas, andar olhando para cima para apreciar as casas e vitrais, pegue a rua Laietana no sentido subida e vá ao Palau de la Musica, é uma arquitetura lindíssima. Você estará subindo de volta, mas vale a pena. Depois, vá descendo a mesma Laietana (ou qualquer outra paralela à esquerda da Laietana) em direçao ao mar e entre para o bairro do Born pela calle Princesa, uma perpendicular a rua Laietana. Neste bairro tem o Museu Picasso na calle Montcada. Todo mundo sabe onde é! Nessa rua tem a Xampanyet, um bar de cavas, deliciosas, artesanais, uma garrafa custava 8 euros, e tem também embutidos saborosos. Siga a rua do museu até o final e você e vai dar em uma “ramblinha” do bairro, onde tem a igreja Santa Maria del Mar, lindíssima! Eu já morei ao lado dessa igreja, num terraço incrível, é tipo um baixo Gávea. À noite todo mundo desce para tomar cerveja na rua! A esta altura do campeonato você já deve estar com fome. Sugiro alguns dos muitos restaurantes que existem pelo Born. Eu amava comer na La Paradeta, de frutos do mar, fica escondido, numa rua atrás do antigo mercado municipal, ao final da “rambla” do Born, lado oposto à igreja, em uma rua sem nada, de paralelepípedo. Do Born siga para o Parc de la Ciutadella, fica atrás, na rua Passeig de Picasso. É gratuito, enorme, com um lago que no verao tem até barquinhos para andar, uma delícia. Eu sempre ia aos domingos, esticava a canga e ficava lá ouvindo musica, lendo um livro. Na saída lateral do parque você verá o Arc du Triumph. É enorme e lindo, tem um passeio para você dar uma andada e ver os prédios e árvores. Eu morava ali perto, na Calle Nápoles.

Depois do parque, siga andando pela rua Passeig de Colom. Você vai passar pelo porto, é um passeio longo, mas o intuito do turista é conhecer mesmo, nao? Bom, depois dessa andada você vai chegar no final da Rambla, aquela lá do início, que começa na Plaza Catalunya. Você vai ver uma estatua de Colón (nosso Colombo). Você estará no píer e lá tem um shopping pequeno. Depois dessa maratona, suba a Rambla e entre à directa na Plaza Real. É uma praça que é um quadradao com uma fonte ao meio e com vários restaurantes. À noite esse lugar fervilha, com opçoes de restaurantes e boates. Eu frequentava muito a Karma e o Sidecar, além de Les Enfants e Moog, outros dois clubs que ficam por ali perto. À noite, na Rambla, promotores distribuem flyers que dao desconto na entrada dessas boates.

2ª DIA – SAGRADA FAMÍLIA, CASA BATLÓ, LA PEDRERA, PARC GUELL

Comece o dia pela Sagrada Familia. Dê a volta em toda a igreja, é linda, magnífica, imponente, grandiosa. Dentro é um grande canteiro de obras, custa caro, uns 16 euros para entrar e, chegando lá dentro, está tudo em obras ainda, porque sabe-se lá Deus quando vai rolar dinheiro para terminar essa obra divina de Gaudi, mas se entrar tem que pegar o elevador para subir até a torre e lá de cima ver a cidade toda, até o mar! É lindo. Depois da Sagrada Familia vá caminhando em direçao a rua Passeig de Gracia, todos sabem qual é. É a rua principal que tem as lojas bacanas: Louis Vitton, Prada, Chanel, Dior, Carolina Herrera e as lojas para nós mortais: Adidas, Puma, Diesel, Zara. As lojas que fazem o maior sucesso por lá porque sao baratinhas sao Bershka, Pull & Bear, Stradivarius, Oysho, Intimissimi. No Passeig de Gracia você encontra a Casa Batló e logo mais acima o La Pedrera, ambos também obras de Gaudí. As duas sao imperdíveis, divinas, lindas e belas. Depois disso, eu pegaria o metro e iria ao Parc Guell. É um parque gratuito. Salte na estaçao Vallcarca. Lá é que tem o lagarto do Gaudi e aqueles bancos lindos de mosaicos que aparecem em tudo que é filme que é rodado em Barcelona. Depois do parque pegue o metro ou desça andando até o bairro de Gracia. A estaçao de metro que te deixa no coraçao desse bairro é a Fontana. Ande muito entrando nas lojinhas e ateliers desse bairro que há anos atrás era fora da cidade, mas como Barcelona cresceu ele foi englobado, e é por lá que vivem os mais alternativos, artistas, e tem uns cafés e restaurantes deliciosos. A carrer Gran de Gracia é a principal.

3º DIA – PLAZA DE ESPAÑA, MONTJUIC, RAVAL

Quando for visitar a Plaza de España reserve o dia para fazer essa parte de Barcelona nas montanhas. Chegue de metro nesta praça e vá caminhando, subindo, em direçao ao Museu Nacional de Arte da Catalunya (MNAC), mas do lado direito, e suba de escada rolante e vá ao Caixa Forum, um espaço cultural que sempre tem exposiçoes ótimas. Suba depois as escadas e lá atrás do MNAC tem o estádio de futebol do Español aberto à visitaçao e, depois, siga andando e você encontrará a Fundaçao Joan Miró e eu recomendo uma visita ao Pueblo Español, uma reproduçao de uma mini-Espanha, com cada cidade e regiao representada. Depois desse passeio vale a pena andar no teleférico de Montjuic e ir até o Castelo. No verao eles colocam cadeiras de praia e um telao ao ar livre e exibem filmes, uma delicia! Lá de cima a vista da cidade é linda, além de ser um ângulo diferente da vista do Parq Guell. Depois dessa visita você pode descer de ônibus ou em um outro teleférico e sair na praia de Barceloneta. Recomendo. Chegando na praia dê uma volta por esse bairo que há alguns anos atrás era o bairro de pescadores da cidade. Siga caminhando pela orla e você verá milhares de restaurantes um ao lado do outro servindo paellas e frutos do mar divinos. Caminhe até uma escultura em forma de peixe, e você verá também as torres Mafre na beira da praia, passará por um cassino, enfim, a orla foi revitalizada e é bem movimentada. Ao final você ainda pode conferir o zoológico que fica perto da estaçao de metro Ciutadella Vila Olimpica. À noite você pode ir jantar no bairro do Raval. É um bairro de imigrantes. É sujo, feio, pobre, e tem muita gente estrangeira morando por lá, e as putas também batem ponto. Nesse bairro tem o Centro de Cultura Contemporanea de Barcelona, o CCCB, e sempre tem coisa bacana rolando por lá. Na frente dele ficam vários skatistas praticando. Mas a pesar disso, se você souber andar pelas ruas principais (Carrer de Sant Pau ou Calle de L`Hospital), nao tem problema algum, e vale a pena ir até a Rambla do Raval para ver o gato de Botero e aí aproveitar e jantar em algum dos restaurantes que ficam ali perto. Vende-se muito kebab por ali pois é um bairro muçulmano. Perto dessa rambla ficam alguns dos bares que eu adorava ir: Marsella, para tomar um absinto no bar onde o próprio Guadi ia, e Sifó, com ótima música também.

Creio que com esse roteiro você tem uma noçao bem boa de como é a vida em Barcelona, o que essa cidade fantástica tem para oferecer e consegue entender porque todo mundo que visita esse lugar fica apaixonado!